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domingo, 17 de julho de 2011

O Recreio dos Bandeirantes

Viajar é uma delícia. Em fins de maio, retornei ao Rio de Janeiro. Nada parecido com a visita ao Rio, tema do último post, ou dos cinco dias que fiquei na cidade em novembro passado. Foi algo rápido: bate-e-volta.

Dentre os lugares da cidade que visitei, está a região do Recreio dos Bandeirantes. Como ocorreu na visita de novembro passado, dei azar e peguei um dia de tempo nublado e de muito frio. Na praia, não tinha ninguém. Os quiosques que estavam abertos, tinham alguns "gatos pingados" assistindo a final da Champions League. Eu, pra não perder a viagem, fiz uma caminhada pela região.

Andei, andei e andei... Logo, como não podia deixar de ser, precisava fazer uma "Parada Técnica"... Os postos, em sua maioria, estavam fechados. Mas, pra minha sorte, encontrei o Posto 9 com um vigilante a postos. Sorte a minha. Ele deixou eu entrar e fazer uma rápida parada para "desabastecimento". Já desabastecido, sigo a caminhada pela calçada da praia.

O lugar estava extremamente ermo. Até por conta disso, não fui muito longe.

Logo, nas proximidades do posto 8 - embora não o tenha visto, parecia estar próximo dele - acabou a calçada. Para prosseguir, o pedestre tinha de ir para o outro lado da via. Até ali, foram quase uma hora e meia de caminhada. Mas, como precisava voltar pro centro, tive de voltar mesmo. Os ônibus circulam somente até o Posto 10. A partir dele, só de carro mesmo. Aliás, era só o que eu via por ali. As poucas pessoas que vi, estavam fazendo caminhada.

Já havia visto fotos das praias do Recreio, em condições muito melhores, com sol, pessoas caminhando... Um ambiente mais alegre. O oposto do que tinha visto. Mas, de todo o modo, valeu a visita. Espero, da próxima vez, ir em um ensolarado.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Eu no Rio

Em fevereiro do ano passado estive no Rio de Janeiro. E, como todo o turista, fiquei maravilhado com o que vi... Realmente a cidade faz jus a alcunha de "Cidade Maravilhosa".

Cheguei na Rodoviária às 1h30 da manhã. Peguei um táxi até o hotel. O motorista dirigiu a toda... Aliás, era uma maneira padrão de guiar, tanto dos motoristas de táxi como dos de ônibus.

Fiquei em um hotel, nas proximidades de Copacabana. Pela localização até que o achei barato. Não que estivesse com dinheiro sobrando. Mas era muito melhor ficar em um do que arriscar ficar em um hostel - e naquela semana, dois haviam sido assaltados.

De manhã, logo que estava de saída do hotel, o pessoal da portaria recomendou que não andasse com muitos objetos de valor a mostra. Segui o conselho a risca, evitando expor a carteira e a câmera desnecessariamente.

Logo encontrei uma colega e uma amiga sua, moradora da cidade. Com ela nos ciceroneando, passeamos por vários pontos belíssimos, como o mirante onde pudemos observar a Praia de Ipanema do alto, entre outros retratados nas fotos ao lado.

Por volta da hora do almoço, fomos à praia de Copacabana. Lá, como sempre, muita muvuca. Fila nos quiosques, alugadores de guarda-sol e cadeiras aos montes... Fiquei embaixo do guarda-sol mesmo, só olhando o movimento.

A tarde, acompanhei a colega até a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fomos de ônibus. Uma nova e emocionante viagem. O motorista, como o de taxi, pisou no acelerador e não tirou mais o pé de lá. Pra ele não tinha farol e lombada. Em uma das vezes em que ele passou por uma lombada, fui lançado ao teto, onde bati a cabeça - para o meu azar, estava na última fileira do ônibus. O restante dos passageiros nem reclamaram... Pelo jeito, todos se acostumaram com o jeitão maluco dos "pilotos". Mas, na volta, enquanto esperávamos no ponto de ônibus, vimos a consequência desse jeito irresponsável de dirigir: uma passageira foi levada para o hospital, depois de se machucar quando um ônibus fez uma curva em alta velocidade.

A noite, antes do jantar, fiquei um tempo na praia de Copacabana. Não tinha ninguém, todos estavam reunidos nos restaurantes que ficavam ao longo da Avenida Atlântica. Mas era muito gostoso sentir a brisa e a umidade que vinha do mar. Uma sensação maravilhosa...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ivaiporã...


Em dezembro passado fiz uma viagem ao interior do Paraná. Fui à Manoel Ribas mas, como não tem linha direta para aquela cidade, tive de pegar uma até Ivaiporã. De lá, peguei outro ônibus para Manoel Ribas.

Parti de São Paulo às 20h30. Cheguei em Ivaiporã às 6h30 da manhã seguinte. Estava quebrado... Desde a última parada para lanche, foram quase três horas sentado em um banco quebrado. Eu queria ficar sentado. Mas o banco queria que eu deitasse. Por mais que tentasse ajustar, ele sempre reclinava pra trás. Como o ônibus estava lotado não dava nem pra trocar de banco. Só depois que mais da metade do ônibus desembarcou em Apucarana foi que consegui mudar para um banco melhor... Mais aí faltavam menos de duas horas para o fim da viagem...

Tentei dormir mas não consegui. Só cochilei um pouco... Mas, quando começou a amanhecer, eu não consegui mais... No interior o amanhecer é muito bonito. Encantador... Foi um estimulante para o dia que se seguiria.

Chegando em Ivaiporã, desci do ônibus. Ar puro e uma manhã fresquinha. A própria cidade estava acordando. Poucas pessoas eram vistas. O guichê da Expresso Nordeste, empresa que de ônibus que me levaria à Manoel Ribas, nem aberto estava. Na primeira baia da pequena Rodoviária estava um CMA Scania detonado. Tinha adesivos da Secretaria de Saúde de Ivaiporã. Mas tenho lá minhas dúvidas se ele realmente prestava serviço pra essa autarquia, tal o estado deplorável de conservação em que se encontrava. O motorista estava consertando ele. E acelerava... E acelerava... E acelerava... Mas o ônibus não saia do lugar. Sempre ajustando alguma coisa. Dava a impressão de que o ônibus jamais sairia do lugar.

Deixei o busão pra lá e fui ai banheiro. Na porta, uma senhora idosa e de cabelos grisálios, sentada, cobrava R$ 0,75 pelo seu uso. Mas não tinha nenhuma caixa registradora. Era na sacolinha mesmo. Aparentemente era ela quem cuidava da limpeza do local. E cuidava bem. banheiro limpo, com papel e tudo. Paguei. Usei. E saí.

Eram 6h45 quando o guichê da Expresso abriu. Fui lá. Comprei a passagem para Manoel Ribas. Foi rápido, nem fila tinha. Voltei para a baia. Outras linhas foram chegando e seus passageiros desciam e sumiam cidade afora. Mas, ao mesmo tempo, outros chegavam. Pelo que vi, para Manoel Ribas, só iam mais dois além de mim: um senhor, carregando algumas ferramentas e uma senhora.

Às 6h55 chega o micrinho que nos levará à cidade vizinha de Ivaiporã. Micrinho novo e limpo. Meus dois colegas de viagem entram no micro. Eu fico mais um pouco do lado de fora, enquanto o motorista não dá sinal de que vai partir. Um quarto passageiro tentou entrar no ônibus. Mas ele estava completamente bêbado... E sua calça estava completamente molhada. Ele queria embarcar para Pitanga, destino final do micro. O motorista olhou para o sujeito de cima a baixo e disse: "O senhor não vai entrar neste ônibus assim. Volte pra casa e se troque." Foi hilária a cena do bêbado tentando retrucar mas sem conseguir se expressar direito. Logo ele deixa o local... E sabe-se lá pra onde.

Depois desta cena, reparei que o CMA Flecha não estava mais na primeira baia. Eu nem o tinha visto sair. Provavelmente saiu quando eu tinha ido ao banheiro. Mas logo ouço seu potente motor e ele aparece, descendo a toda a rua lateral à Rodoviária. Pra um ônibus que parecia acabado, ele até que estava correndo bem. Fiquei feliz de vê-lo a toda. Me lembrou um cavalo branco correndo pelas ruas. Um ônibus que marcou época e é simbolo de ônibus rodoviário não podia ser visto em outra situação.

Foi a última cena que vi na Rodoviária de Ivaiporã naquela manhã. Logo o motorista dá sinal de que vai partir. Adentro o micro que, logo inicia a viagem rumo à Manoel Ribas.